Espelho, espelho meu, há alguém mais inteligente do que eu?

Em 2023, investigadores de Harvard, Wharton e MIT testaram 758 consultores da Boston Consulting Group com e sem acesso ao GPT-4. O resultado surpreendeu: melhoria média de 40% na qualidade do trabalho. Nessa altura, a grande questão a responder era "a IA funciona?".

Com este estudo, a resposta era claramente sim. Mas havia um sinal subtil nos dados que também merecia atenção: os consultores com pior desempenho base melhoraram cerca de 43%; os de topo, apenas 17%. A utilização de inteligência artificial generativa nivelou o campo. Democratizou a competência técnica. E deslocou silenciosamente a questão central. Afinal, se esta nova ferramenta reduz as diferenças individuais, o que é que verdadeiramente distingue as pessoas e as equipas?

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Dois anos depois, o McKinsey Global Institute tentou responder. Em 2025, quase todas as organizações já tinham adotado alguma forma de IA, mas apenas cerca de 1% considerava ter atingido maturidade real. O maior obstáculo identificado não era a resistência dos colaboradores nem o custo das ferramentas. Era a liderança que "não reage suficientemente depressa". A pergunta tinha mudado, de dúvidas sobre a utilidade ou eficácia da tecnologia, para "por que razão não está a funcionar em escala?".

Muito recentemente, uma nova publicação da Deloitte vem acrescer à dinâmica da discussão sobre adoção da inteligência artificial no contexto empresarial, demonstrando que as organizações que criam........

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