Com o México soube a pouco

A exibição e o resultado da selecção portuguesa no jogo de sábado contra o México souberam a pouco. Ou melhor, muito pouco. Exigia-se mais, tanto num caso como no outro, tanto mais que Portugal se vai apresentar no Mundial como sério candidato à vitória final, enquanto que os mexicanos não beneficiam desse estatuto, pese embora a vantagem de pertencerem a um dos países organizadores, conjuntamente com os Estados Unidos e o Canadá.

Num formato original, 48 selecções estarão presentes numa primeira fase que, para a nossa seleccão, terá início no dia 17 de Junho próximo, numa campanha que, não sendo fácil, parece permitir uma fase inicial relativamente fácil.

O jogo de sábado, frente à selecção mexicana, não foi de bom augúrio tendo, pelo contrário, deixado alguns motivos para preocupação.

Tratou-se de facto de uma exibição descolorida, mesmo tendo em conta que Roberto Martinez aproveitou a circunstância para testar mais de duas dezenas de jogadores, prevendo-se que venha a fazer o mesmo no desafio de amanhã frente aos Estados Unidos.

Claro que os jogadores escolhidos se encontram em fase muito adiantada da temporada, mas nem isso desculpa aquilo a que se assistiu na madrugada deste domingo na cidade do México, e no mais renomado estádio daquele país, o histórico Azteca, em cuja existência passaram estrelas, a maior das quais Diego Armando Maradona, que obteve um golo que ficou para a história, no mundial de 1986, por ter sido obtido com a mão, e que ajudou então a construir uma grande vitória sobre a Inglaterra.

Portanto, não há dúvidas que ficaram por provar muitas coisas, e que esperamos sejam rectificadas na madrugada da próxima terça-feira.

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