O mundo precisa da Europa
Há quem diga que a União Europeia atravessa hoje a maior crise existencial da sua história. Há quem insista em salientar a sua cada vez maior irrelevância na esfera geopolítica, ou o facto de não estar na vanguarda dos maiores progressos tecnológicos. Crescem as correntes eurocéticas em todos os países membros. Depois do Brexit, a saída de algum deles da União deixou de ser tabú. E as divisões entre governos acentuam-se. Por outro lado, também há quem invoque alegados “valores europeus” para justificar e impor normas contrárias à matriz cristã da cultura europeia em matérias relativas à proteção da vida e da família.
Mas num mundo onde parecem abandonados os propósitos que, depois da Segunda Guerra Mundial, levaram a este historicamente inédito projeto (“a guerra, nunca mais”), quando, como afirmou Leão XIV, «a guerra voltou a estar na moda», é da maior oportunidade relembrar esses propósitos. Quando parece ruir o edifício que desde essa altura, embora com imperfeições, se foi construindo, uma ordem internacional baseada no direito e não na força (contra a desordem que até então tinha vigorado e culminou nessa guerra), é bom salientar o progresso que isso representou. Não podemos aceitar que estes anos de paz e prosperidade mais não tenham sido do que um parêntesis de uma outra história de lutas desenfreadas de poder entre nações.
Neste contexto, importa realçar uma declaração recente dos presidentes das conferências episcopais italiana, francesa, alemã e polaca (pode ser consultado, em italiano, em www.chiesacattolica.it). A iniciativa foi, com alguma........
