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Em 2026, a cibersegurança deixou de ser um problema técnico

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27.04.2026

Durante demasiado tempo, a cibersegurança foi tratada como uma preocupação lateral. Algo entregue aos informáticos, aos responsáveis de tecnologia, ou, no limite, aos auditores. Só ganhava verdadeira atenção quando já havia danos, quando sistemas paravam, quando dados desapareciam, ou quando o nome da organização surgia nas notícias pelos piores motivos. Em 2026, essa visão tornou-se insustentável.

A cibersegurança já não é um problema técnico. É um problema económico, estratégico e de continuidade. E é precisamente por isso que passou a ser central para a gestão.

Vivemos numa época de conflito permanente. Nem sempre o confronto assume a forma tradicional da guerra convencional, mas isso não o torna menos real. Há guerra económica, há guerra informacional, há pressão geopolítica constante, e há ciberguerra. O ciberespaço tornou-se um dos campos privilegiados desta confrontação porque é barato, escalável, difícil de atribuir, e particularmente eficaz contra sociedades e empresas profundamente dependentes da tecnologia. O NCSC britânico avisou, em março de 2026, para um risco indirecto acrescido para organizações com operações ou cadeias de abastecimento no Médio Oriente, justamente porque o ambiente geopolítico se traduz cada vez mais em actividade cibernética.

Mas o aspecto mais importante não é o aumento do número de ataques. É a evolução da sua natureza. O risco está a mudar e........

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