​Sem barafunda percebemos melhor o que dizem as pessoas

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O que faz deste debate nas rádios o mais interessante e o mais revelador de toda a campanha até aqui poderá ser, curiosamente, aquilo que – na lógica acelerada dos ciclos informativos em que hoje vivemos – o levará a ser apresentado como ‘sem sumo’.

Tivemos muito poucos atritos a escalar sem destino (a vulgar barafunda) e tivemos muito menos iniciativas para subverter o planeamento de quem conduzia a conversa e/ou para impedir a escuta do pensamento de cada interveniente. Esvaziou-se assim, em grande medida, por mérito do formato e dos entrevistadores ou por recuo estratégico dos agentes políticos (as equipas de apoio estarão já quase todas na fase ‘vê lá se não perdes a postura institucional / olha que um(a) PR tem que ser fiável’), o potencial para muitos momentos daqueles que, nas horas seguintes, alimentam debates infindáveis nas TV’s de ciclo contínuo ou a para a promoção de publicações com grande impacto nas redes sociais.........

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