Pequena história (portuguesa) do Estreito de Ormuz

A atual guerra no Médio Oriente veio demonstrar, mais uma vez, a enorme importância geoestratégica do Estreito de Ormuz para a navegação internacional e, por conseguinte, para a economia global. Desde tempos imemoriais, quem controla o Estreito controla o comércio de circulação que por ali passa; e o controlo deste significa poder oceânico no Índico e poder político no cenário global do mundo.

Modernamente – entenda-se, à escala descompartimentada do mundo inteiro – foram os portugueses os primeiros a compreenderem e a demonstrarem que o domínio de Ormuz não era só um feito militar de uma história nacional, mas uma peça fulcral de um pensamento estratégico muito mais vasto. Sob as ordens do rei D. Manuel I, Afonso de Albuquerque ergueu no Oceano Índico uma talassocracia que rivalizou com o poderio combinado dos “impérios da pólvora” terrestres – os Mogóis, na Índia, os Safávidas, na Pérsia (Irão), os Otomanos, na Síria/Turquia, e os Mamelucos, no Egito.

Dominando já a rota do Cabo a Sofala (em Moçambique),........

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