Portugal-Croácia: Querer ser diferente, quebrar, arriscar tudo, viver no limite e, no fim, ser feliz |
Um plano para aproveitar as fragilidades croatas
Roberto Martínez soube identificar uma das fragilidades mais notórias da Croácia (o espaço nas costas dos laterais e a dificuldade em ambos os lados para defender a zona do 2º poste) e tentou rentabilizar esse aspeto como plano inicial para o encontro.
Pedro Neto manteve-se à direita, Rafael Leão entrou para o lado esquerdo e a ideia da turma das quinas foi explorar o jogo exterior, tendo Nuno Mendes como lançador de passes a partir de trás (e interior-esquerdo em movimentos de avanço). Assim nasceu a dupla ocasião inicial para Bruno Fernandes (mais utilizado numa lógica de 2º avançado no ataque à área nesse período).
Portugal mostrou argumentos na circulação de um lado ao outro, mas o jogo foi-se tornando demasiado unidimensional para as necessidades da equipa – que se assenhoreou do jogo, sim, mas gerou objetivamente pouco perigo nítido para a baliza croata. Começou a faltar, sobretudo depois da pausa para compromissos publicitários, capacidade para gerar alternativas também por via da exploração do jogo interior, com mais presença e desequilíbrio nas entrelinhas.
Os ajustes de Dalić e os problemas sérios para Portugal
Portugal teve uma agressividade e nível de compromisso defensivo, na pressão (com referências individualizadas) e reação à perda superior ao do jogo com a Colômbia. Isso também ajudou a que a equipa lusa se impusesse durante a fase inicial.
Noutra vertente, o médio-direito Vlašić passou a acompanhar mais o lateral no momento defensivo e a capacidade para desequilibrar pelo lado esquerdo foi-se progressivamente........