Uma vitória histórica
Foi uma vitória histórica da democracia liberal, no passado domingo na Hungria.
Apesar dos inúmeros obstáculos colocados a Peter Magyar, os húngaros acorreram em massa às urnas de voto, afastando V. Orbán e o seu regime de 16 anos.
Mas não foi apenas Orbán o derrotado. Foram, também, aqueles que tentaram, em vão, manter Orbán no poder. Foi o caso, nomeadamente, dos Estados Unidos. J. D. Vance, vice-presidente dos EUA, foi à Hungria apoiar V. Orbán e Trump não escondeu a sua preferência por ele.
Como tem acontecido noutros casos, os adeptos de uma democracia iliberal (que não é uma verdadeira democracia) começaram na Hungria por defender o Estado de direito, mas foram cedendo ao autoritarismo iliberal para se manterem no poder.
Assim, Orbán não combateu a desinformação promovida pela Rússia, mas até partilhou informações com entidades russas. E, como a Renascença informou, interferiu nos tribunais, alterou o sistema eleitoral em seu favor, escolheu amigos políticos para gerirem entidades supostamente independentes, etc. Tudo isto aumentou a corrupção, prejudicando o crescimento económico.
A União Europeia suspendeu fundos à Hungria de Orbán, enquanto este dificultou o financiamento da Ucrânia, situações que agora podem ser superadas. Vai levar algum tempo a ultrapassar os obstáculos criados pela democracia iliberal.
O essencial, porém, é o sério aviso que os húngaros fizeram às democracias iliberais que por aí proliferam. Mais tarde ou mais cedo a democracia a sério irá fazer-se sentir.
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