A Armadilha de Xi |
Passadas quase duas semanas sobre a cimeira entre Donald Trump e Xi Jinping em Pequim, ainda não surgiram grandes resultados concretos. A questão que paira é se Donald Trump irá adiar, suspender ou diminuir o plano de vendas de equipamento militar a Taiwan. Entretanto, a cimeira deixou-nos com muito em que pensar, mas sobretudo nos domínios simbólico e retórico.
A expressão que ficou para a discussão pública foi a da Armadilha de Tucídides, que serviu de aviso em forma de pergunta por parte de Xi: “Conseguirão a China e os EUA transcender a dita Armadilha de Tucídides e forjar um novo paradigma para as relações entre grandes potências?”
Ao contrário do que se tem dito, esta Armadilha não é uma teoria exposta por Tucídides. A expressão foi cunhada pelo académico norte-americano Graham Allison, em 2012, a partir de uma só frase do historiador grego do século V a.C., que escreve, acerca da Guerra do Peloponeso (331-404 a.C.), que “o aumento do poder de Atenas e o medo que isso causou em Esparta tornou a guerra inevitável”. Allison usa esta frase para ilustrar a sua teoria de que quando uma superpotência é desafiada por uma potência ascendente, o resultado é quase sempre a guerra.
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