Crónica do país falho |
É a história do SIRESP (Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal): corrupção e portas giratórias, incompreensível apego a uma solução batida (por preguiça, incompetência, amiguismo, ou um pouco de tudo), grupos de trabalho e relatórios técnicos, complacência a rodos nas esferas da política e da justiça, governança inexistente ou disfuncional. O país falho que arrasta este lamaçal há mais de 20 anos nunca (repito: nunca!) será capaz de desenhar políticas de resposta a catástrofes: nem de logística, nem de apoios financeiros a famílias e empresas, nem de socorro. Vai continuar a correr tudo mal.