As mães não precisam de ser heroínas, precisam de equipa |
Passou mais um Dia da Mãe. Houve flores, mensagens bonitas, fotografias antigas e palavras de gratidão. Tudo isso é justo. Muitas merecem ser celebradas. Mas talvez esta data precise de mais do que homenagem. Talvez precise de verdade.
Porque há uma pergunta que raramente fazemos neste dia: em que condições vivem, hoje, muitas das mães que celebramos?
Muitas funcionam. Resolvem. Organizam. Cuidam. Antecipam. Seguram. Trabalham fora e dentro de casa. Gerem filhos, horários, escola, refeições, consultas, emoções, conflitos, aniversários, roupas que deixam de servir, mensagens que chegam fora de horas e medos que ninguém vê.
E fazem-no, muitas vezes, até acompanhadas — mas sentindo que estão sozinhas. Chamamos a isto força. Mas talvez devêssemos chamar-lhe pelo nome certo: sobrecarga normalizada.
Durante anos, construímos uma imagem de mãe admirável: a sacrificada, a que aguenta tudo, a que dá conta de tudo, a que não........