Um verso pode mudar o dia |
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“Eles não sabem, nem sonham,que o sonho comanda a vida,que sempre que um homem sonhao mundo pula e avançacomo bola coloridaentre as mãos de uma criança.”
Por António Gedeão, Movimento Perpétuo (1956) — Poema: Pedra Filosofal. Selecionado pelo trabalhador do Metrô de Lisboa: Luís Amaral
Tenho o hábito de caminhar logo pela manhã por Lisboa para observar a cidade. Nesta época do ano, a floração dos jacarandás reveste a cidade de um lilás que considero um acontecimento até para os olhares restritos às suas telas particulares. Tiro fotos, gravo vídeos, escrevo legendas e compartilho com amigos.
Divirto-me no Pantone 17-3930. Esse momento na superfície me faz pensar em um contraponto necessário ao meu vai e vem diário no metrô, um transporte pelo qual tenho respeito por sua agilidade e eficiência. Quando estou em São Paulo, tenho o mesmo ritual, mas não tenho alamedas de jacarandás. Por lá, são outras belezas, mesmo que um pouco duras e em outro tom da cartela.
No entanto, meu olhar percebe que a arquitetura do metrô — uma construção lógica e funcional — impõe uma densidade que contrasta........