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O azul e o rosa dos imigrantes — a arte de Picasso e a espera para existir

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24.07.2026

Os artigos da equipa do PÚBLICO Brasil são escritos na variante da língua portuguesa usada no Brasil.Acesso gratuito: descarregue a aplicação PÚBLICO Brasil em Android ou iOS.

Já revelei o hábito de ouvir música antes de dormir e, com o som da banda Peter Bjorn and John cantando Blue Period Picasso, Barcelona voltou com sua vibração e, junto com a cidade, a imagem do quadro no Museu Picasso.

A letra não fala da obra em si, mas apresenta um Picasso da Fase Azul pendurado à parede do museu na cidade catalã. O restante é minha e, da banda também, interpretação — ou talvez, a liberdade que a arte nos concede para sublimar dores e inquietudes.

Foi assim que o quadro permaneceu comigo após ouvir a canção. Não como uma obra de arte à contemplação dos visitantes, mas como uma pergunta que ando fazendo a mim, ouvindo dos amigos e lendo nos artigos de colegas que também escrevem por aqui sobre o valor do homem e da sociedade.

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A solidão é a ausência de pessoas, ou nasce da ausência de pertencimento? Talvez seja uma das respostas mais difíceis de concluir. Afinal, pertencimento não é um documento emitido por um Estado, uma autorização........

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