Um apelo à resistência dos moderados |
Se ligarmos a televisão ou abrirmos o feed de qualquer rede socia, somos imediatamente assaltados à mão armada por uma cacofonia de certezas e verdades inquestionáveis, construindo-se uma ideia bizarra de que os problemas reais do país se resolvem com três berros, duas ofensas e um ataque pessoal.
No meio deste ruído ensurdecedor, ser moderado tornou-se, ironicamente, a atitude de maior radicalismo e resistência do espectro político. Hoje, um português assumir-se como centrista, como social-democrata ou democrata-cristão (nos seus verdadeiros sentidos e respetivas responsabilidades históricas na construção do Estado social) é um exercício de contracultura.
No fundo, é o novo punk dos nossos dias! Dizer "vamos analisar os dados", “procuremos um compromisso de posições”, "vamos ler a proposta e refletir" ou "talvez a solução seja........