Chamem o almirante |
Portugal enfrentou na madrugada de 28 de Janeiro o mais grave fenómeno meteorológico ocorrido no nosso país desde que há registos.
Esperava-se que o Governo se colocasse na linha da frente da condução política do processo de prevenção, mitigação de danos, reparação das infraestruturas danificadas e apoio às populações, facultando à Proteção Civil e aos seus agentes os meios excecionais de que necessitavam.
Esperava-se também uma comunicação permanente do Governo com os portugueses que lhes transmitisse tranquilidade, segurança e a confiança de que tudo se estava a fazer, com todos os meios existentes, para que a situação regressasse ao seu normal.
Nada disso aconteceu. Além de uma passagem relâmpago de alguns ministros e do primeiro-ministro pelos locais do sinistro no dia 29 de Janeiro e de, a pedido de muitos municípios, se ter decretado o estado de calamidade para as zonas mais atingidas, o silêncio imperou.
O silêncio, as hesitações em decretar o estado de calamidade, as hesitações em utilizar as Forças Armadas no apoio aos trabalhos da Proteção Civil e seus agentes é........