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Seguro automóvel: quem não arrisca… também petisca?

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27.07.2020

Durante os meses do confinamento, enquanto os portugueses, receosos, se recolhiam nas suas casas, os automóveis repousavam, imóveis, estacionados nas garagens ou nas ruas. Ao slogan “Fique em Casa” dirigido aos cidadãos, correspondia um “Não Circule” dirigido às suas viaturas. O tráfego automóvel teve, nos meses de Março a Maio, uma redução da ordem dos 80%. Neste período, o número de sinistros reduziu-se brutalmente e, por consequência, o risco partilhado pelos tomadores de seguros diminuiu na mesma ordem. Assim, este efeito terá agora de se fazer repercutir no valor dos prémios de seguro que os automobilistas pagam pelas suas apólices.

A redução impõe-se, desde logo, no plano conceptual. Se entendermos o prémio como o valor que cada um dos segurados paga pela partilha equitativa do risco, deve a diminuição ser proporcional ao decréscimo do risco. Se, por outro lado, entendermos o prémio do seguro como pagamento por um serviço de segurança e tranquilidade pessoal, aquele deve reduzir-se, porquanto, sem utilização ou com utilização diminuta do automóvel, o segurado não usufrui do serviço........

© PÚBLICO


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