O Direito de Brincar que continua por cumprir
A propósito do Dia Internacional do Direito ao Brincar (11 de junho), decidi escrever sobre este direito que continua por cumprir! O verão convida ao ar livre, ao corpo em movimento e às risadas que enchem ruas e parques. À primeira vista, parece simples: as crianças brincam; os adultos garantem tempo e espaço; a vida segue. Mas a realidade é mais dura. O direito de brincar – consagrado no artigo 31.º da Convenção sobre os Direitos da Criança – continua a ser um dos direitos mais negligenciados. A Associação Internacional pelo Direito a Brincar alerta há anos para esta contradição: enquanto sociedade, insistimos em secundarizar o brincar perante tarefas, metas e expectativas adultas, esquecendo que brincar é a linguagem natural da infância e um pilar do desenvolvimento saudável.
Em 2013, o Comité dos Direitos da Criança das Nações Unidas foi claro no Comentário Geral n.º 17: é urgente criar “tempo e espaço” para que as crianças se envolvam livre e espontaneamente em atividades de brincar, recreação e criatividade, promovendo competências sociais e humanas que as apoiem. A mensagem permanece atual. Depois de uma pandemia que encurtou recreios, confinou famílias e sobrecarregou rotinas, ouvimos muito sobre recuperar aprendizagens curriculares – e quase nada sobre recuperar tempo de brincar perdido. No entanto, sem brincar, não........
