Quando as armas eram de papel e as balas eram palavras
Num tempo de armas sofisticadíssimas, capazes de dizimar milhares em segundos, pode parecer quase pueril falar em “armas de papel”. Porém, conhecendo melhor estas últimas, talvez se evite o abuso das primeiras. Convém esclarecer que a palavra “armas” é aqui usada como metáfora, enquanto “papel” é mesmo literal. Mas o que são estas armas de papel e a que propósito vêm agora? São jornais, panfletos, folhetos, manifestos, papéis policopiados, publicações dos mais diversos tipos usadas como veículos de propaganda e combate político; e a recordação da sua existência e do seu uso deve-se a uma exposição recém-inaugurada em Lisboa, no Pólo Social da Mitra, com materiais provenientes do Arquivo Ephemera e curadoria de José Pacheco Pereira. O pretexto, óbvio, é mais um aniversário do 25 de Abril de 1974, e a exposição, intitulada Imprensa e Publicações Clandestinas (1926-1974), ali ficará até ao dia 30 de Junho, para quem a queira visitar (estará aberta todas as sextas, sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h).
