O Líbano caiu no esquecimento

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Enquanto o mundo volta a atenção para o Estreito de Hormuz, para as ameaças entre Washington e Teerã e para o risco de uma guerra regional sem fim, o Sul do Líbano continua preso em uma realidade que desafia qualquer definição honesta de cessar-fogo. O anúncio de uma extensão de 45 dias das negociações entre Israel e Líbano parece mais um exercício diplomático para o mundo ver do que um verdadeiro caminho para a paz.

O Sul do Líbano continua marcado pela destruição, pelo deslocamento forçado e pelo medo constante. Mais de 1,2 milhão de pessoas foram deslocadas durante a ofensiva israelense e a invasão terrestre no Sul do país. Vilas inteiras permanecem devastadas. Israel ainda ocupa partes do território libanês e continua realizando demolições na região.

Relatos publicados pelo jornal Haaretz descrevem soldados israelenses deixando o Líbano com bens civis saqueados, como motocicletas, televisões, sofás, tapetes, quadros. Os itens roubados, são transportados abertamente em veículos militares, sem sequer a preocupação de esconder o que deveria ser considerado inaceitável sob qualquer norma internacional. Ainda assim, o Líbano parece ter desaparecido do debate global.

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