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As zonas húmidas na prevenção de inundações

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02.02.2026

Nestes últimos dias, nada mais se tem falado a não ser da devastação do território devido às tempestades #Ingrid, #Joseph e agora à depressão #Kristin. A situação de calamidade abarca inúmeras regiões por onde a chuva e o vento levaram tudo a eito, deixando um rasto de destruição, em particular nas populações mais frágeis.

Vai-se o mau tempo, abrigam-se e confortam-se as populações e tudo o mais se esquece. Para além das alterações das pressões oceânicas que o aumento da temperatura da água do mar tem originado - e irá continuar a ser o novo normal -, há uma (ir)responsabilidade no ordenamento do território. Os leitos dos rios são alterados, as ribeiras são entulhadas, as valas de drenagem associadas às zonas húmidas são desprezadas e as casas, parques, ou empresas são construídas em leitos de cheia e vales de drenagem. O crescimento populacional e os interesses económicos ligados à urbanização colocam uma pressão acrescida sobre as mal-amadas zonas húmidas que inundaram.

Foi há 55 anos que as Nações Unidas declararam 2 de Fevereiro como o dia das Zonas Húmidas, para aumentar a consciencialização nacional e global sobre estas zonas. Independentemente deste alerta, estamos a perder zonas húmidas três vezes mais rápido do que florestas. Apesar de cobrirem apenas cerca de 6% da superfície da Terra, 40% das espécies dependem destes habitats. São ecossistemas........

© PÚBLICO