O Irão precisa apenas de não perder depressa

A tentação de ler a guerra entre o Irão, os Estados Unidos e Israel como mais um episódio de superioridade ocidental é compreensível. Também é errada. O conflito aberto pelo Presidente dos Estados Unidos não se organiza em torno da potência de fogo, mas daquilo que a sustenta no tempo. E é precisamente aí que a assimetria se torna estrutural. De um lado, uma arquitetura militar pensada para campanhas rápidas, decisivas, com início, meio e fim. Do outro, um sistema político e industrial moldado para resistir, absorver e prolongar.


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