Quem tem medo de mulheres livres?

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Tornei-me feminista depois que virei mãe. Antes disso, não questionava os meus direitos, não percebia as opressões e os abusos que me atingiam por ser mulher. Os incômodos na minha vida foram sendo naturalizados ao longo de décadas de uma educação rígida e patriarcal. Tudo mudou no momento em que senti que o meu corpo e o meu tempo já não me pertenciam da mesma forma.

Quando tive meus filhos, enfrentei uma série de obstáculos para me manter no mercado de trabalho. Pedi uma demissão forçada. A maternidade se converteu no meu laboratório de vivência política. Ela retirou a teoria dos livros e a transformou em carne, osso, noites sem dormir e um despertar de consciência social. Por tudo........

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