O lar do outro lado |
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Quando emigrei para Portugal, há quatro anos, já sabia que ia ser um processo de perdas e ganhos. Mas só na prática a gente tem ideia do que vai se tornar um abismo. E um oceano de distância pode virar uma diferença intransponível nas amizades. Para mim, o grande buraco no peito são as mulheres que deixei para trás: colegas de trabalho, amigas de infância, vizinhas, mães da escola dos meus filhos. Perdi toda a rede de mulheres que me sustentava.
Li algo muito bonito sobre esse tema: a autora dizia que, quando partimos de um lugar, deixamos gente. Essas mulheres são o que entendo por lar. E isso pesa muito mais do que sentir falta da minha........