Mais uma eleição com as ausências de sempre
Faltam poucos dias para a maioria dos portugueses eleger o próximo Presidente da República Portuguesa. A campanha segue, consistente, na estrada e os candidatos desdobram-se em variadas atividades, tentando colher a aprovação dos eleitores e obter a tradução da mesma nas urnas. Assim, está visto que os principais elementos de qualquer eleição nacional estão reunidos, propiciando as habituais euforias televisivas.
No entanto, apesar de esta eleição parecer normalíssima a olho nu – ou, até, um pouco mais excitante, dada a imprevisibilidade das intenções de voto que as sondagens diárias têm conseguido captar – o que vemos, na atualidade, é que esta é uma campanha dos “sem”. Não dos “cem” temas (seria uma proeza debater tanto assunto!), mas com “s”: ou seja, da falta de comparência de áreas-chave para a nossa vivência coletiva.
Para começar, e como já é por demais habitual, a presente eleição não tem cultura. Não falo acerca da lisura ou da sofisticação dos candidatos, refiro-me efetivamente à temática da cultura. Ainda se lembram dos inúmeros debates que decorreram nos passados meses de........
