O ar que respiramos: progresso real, desafios persistentes |
Há 25 anos, a qualidade do ar em Portugal traduzia-se num problema de saúde pública com contornos bem visíveis: as excedências de dióxido de azoto aos limites legais, nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto eram frequentes, as concentrações de partículas ultrapassavam regularmente os valores limite e o ozono atingia níveis acima do recomendado para a proteção da saúde humana. O progresso desde então é real e merece ser reconhecido.
Os dados das últimas duas décadas indicam uma evolução positiva. As partículas em suspensão (PM10) deixaram de registar incumprimentos desde 2018, o ozono (O3) apresenta uma tendência de descida, e o dióxido de azoto (NO2), que em meio urbano se encontra muito associado ao tráfego rodoviário, atingiu pela primeira vez o cumprimento legal em 2020 — devido às medidas de confinamento durante a pandemia de COVID-19, que causaram redução drástica do tráfego rodoviário........