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Pior que o racismo é a pobreza e a desigualdade social…

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06.06.2020

Divide et impera
Julius Caesar

Um homem morreu, asfixiado debaixo do joelho de um polícia após oito minutos agonizantes. Uma morte trágica que acabou com o polícia demitido, detido, a mulher a pedir o divórcio e acusado de homicídio. Oito minutos que acabaram com duas vidas, de dois homens que, coincidência das coincidências, tinham trabalhado “lado a lado” como seguranças num estabelecimento.

No entanto, a brutalidade desta morte, o polícia ser branco e o homem assassinado ser negro, levou ao segundo capítulo do Black Lives Matter, com uma revolta social contra o “racismo sistémico e estrutural” que reina nos Estados Unidos.

Só há um problema… quando contemos a emoção que o assunto suscita e nos focamos nos dados, apesar da complexidade do assunto, torna-se difícil justificar a existência de um “racismo sistémico e estrutural”.

Em 2019, das 1004 pessoas mortas pela polícia, 235 eram negras, representando cerca de 25% do total. Estes números têm-se mantido estáveis desde 2015. Dado que apenas 13% da população é negra, seria de pensar que o número de mortos pela polícia é desproporcional, indiciando um viés racial contra os negros. No entanto, se considerarmos que 53% dos homicídios e 60% dos roubos (conhecidos) são realizados por afro-americanos, então esse viés desaparece.

Um estudo publicado em 2019 vem, no fundo, demonstrar o óbvio. Quanto mais frequentemente os........

© PÚBLICO


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