O Coração Ainda Bate. Uma alegria incomum

Ainda fui a tempo de fazer uma nova amiga antes do ano terminar. Os mais cépticos encolherão os ombros e em tom lacónico dirão: “que fácil para ela fazer amigos!”.

Cá em casa é tema, muitas vezes ao jantar, esta questão dos amigos. Quantos são, como se dividem e porque passámos a vulgarizar a palavra amigo? A resposta a esta última pergunta é fácil. A grande ilusão chamada internet há muito que mexeu com os nossos sentimentos, dando-nos a ideia de estarmos sempre acompanhados. Criaram-se chats, grupos, redes sociais. Uma teia gigante é como vejo a net. Claro que lá estou caída e longe de ser a mulher aranha. Como todos os outros, também eu sou uma presa fácil, enredada no que parece oferta e é um ardiloso cativeiro.

Rebatendo a minha possível ingenuidade, volto aos amigos. Há dias, em conversa, o meu marido dizia: “há amigos e amizades”. Percebi bem a divisão. Amizades acontecem com alguma facilidade. São........

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