O Coração Ainda Bate. No recreio
Reconheço-lhe a cara prontamente e chamo-lhe “Zulmira” sem hesitar. Ela emenda-me, rindo. “Belmira”. E depois gargalhamos, quando ela começa a desfiar a lista de nomes que lhe vão chamando, raramente acertando no “Belmira”. Belmira está ali para assistir ao lançamento do livro que escrevi a meias com o meu marido, durante meses.
Leia os artigos que quiser, até ao fim.
Com uma assinatura PÚBLICO tem acesso ilimitado a todos os conteúdos e cancela quando quiser.
Tem sido curioso ver como “Ao Fim do Dia”, em que discorremos sobre a nossa vida passada e presente, parece deixar alguns inquietos, como se temessem entrar na intimidade do casal. De um casal qualquer? Ou se forem estrangeiros o impacto é atenuado? Muitos, nessas montras digitais, não hesitam em mostrar o que se devia guardar, mas ali, perante páginas que desconhecem, preferem lançar a dúvida em vez do interesse. Sorrio. É legítimo. Gosto muito deste livro onde falo abundantemente do meu passado, e, como dizia alguém na assistência, é possível aprender com o mundo de ambos. Aprender, porque aprendemos sempre com todos, por mais inóspito que o terreno nos pareça.
Mas ia falar de Belmira e do que ela me trouxe, para além da generosidade da sua........
