Dry January: A minha experiência sem beber álcool durante um mês |
Em janeiro de 2025 entreguei-me a um Dry January pela primeira vez. Não por me querer sentir virtuoso ou tardiamente iluminado, nem tão pouco porque tenha por hábito olhar para janeiro como algo especial no calendário das resoluções. Fiz porque quis testar uma relação que, como tantas outras, se vai estabelecendo por hábito e se mantém por inércia, até ao momento em que alguém — diria que sempre o próprio — decide perguntar-se quando foi que deixou de escolher.
Sempre gostei de vinho e, com o tempo, aprendi a valorizá-lo, a entendê-lo como parte da mesa, da conversa e do tempo que se decide gastar com os outros. Ainda agora, no Natal, é um excelente presente para dar e receber. Tento beber sobretudo fora de casa, em almoços e jantares onde o vinho surge com a naturalidade que fez por merecer enquanto bebida de eleição para emparelhar com comida. Mas em casa, tento beber cada vez menos, numa tentativa mais de me salvaguardar e menos de manter a garrafeira abundante. Na verdade, o prazer do copo nem sempre é equilibrado com aquilo que vem depois, sobretudo na tarde que se segue ou no dia........