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O desafio da integração

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13.04.2026

Nos últimos quinze anos, a economia portuguesa registou importantes alterações estruturais, com destaque para o equilíbrio das contas públicas e externas. O controlo destes fluxos possibilitou a redução das dívidas pública e externa. Para este resultado, contribuiu a alteração da estrutura produtiva nacional, caracterizada pela expansão das exportações de bens e serviços, com destaque para o turismo, viagens/transportes, bens alimentares processados, entre outros. Estes setores, apesar das melhorias tecnológicas adotadas, permanecem intensivos em mão-de-obra numa economia dominada pelo envelhecimento da população.

Entre 2006 e 2020, a composição do mercado de trabalho nacional sofreu importantes alterações. Portugal é o segundo país mais envelhecido da União Europeia (e o quarto mais envelhecido do mundo/OCDE). O envelhecimento da população ativa materializou-se na queda de cerca de 8% da população em idade ativa, no aumento da idade média da população empregada e numa menor participação de escalões mais jovens. Por conseguinte, a expansão de setores produtivos mais intensivos em trabalho e de baixos salários dependia da disponibilidade de mão-de-obra. Para suprir esta necessidade, entre 2001 e 2021, a população estrangeira a viver em Portugal passou de 2,2% para 5,2%........

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