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Bestialidade

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26.07.2026

Como haveria de lhe dizer, a poucas horas do casamento, que afinal não, que afinal qualquer coisa dentro de si, teimosa como uma raiz enterrada demasiado fundo para ser arrancada, insistia nesse não cada vez mais nítido, mais impossível de calar? Não estava certa, ou talvez estivesse finalmente certa de que não o amava ao ponto de desejar uma vida inteira ao seu lado. As noites partilhadas, as férias cuidadosamente marcadas, as refeições, em casa ou fora dela, as pequenas alegrias, os medos, as doenças, os silêncios, a lenta construção de um quotidiano onde tudo passaria a ser de ambos até ao dia em que um dos dois desaparecesse, deixando ao outro a metade inútil de uma história. Não........

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