O sóbrio e o pespineta |
Ainda no Domingo assumi que não gosto (mesmo nada) de escrever sobre política e aqui estou hoje, completamente fora da minha zona de conforto, a comentar o debate entre André Ventura e António José Seguro. Aviso já, para que ninguém alimente falsas expectativas, que não tenho “veia” de comentadora e que, por isso, vou analisar este debate do único ponto de vista onde me consigo colocar com propriedade: o de mulher de 39 anos, mãe de três e madrasta de dois, que depois de onze anos no SNS saiu para o sector social e passou a dedicar-se em exclusivo à geriatria.
Feito o aviso, vamos ao que verdadeiramente importa na noite de hoje: o debate que opôs os dois candidatos que disputam o cargo de mais alto magistrado da nação e que, surpreendendo um total de zero pessoas, levaram a lição bem estudada. António José Seguro, com a sobriedade que se lhe reconhece, procurou desde início descolar-se de partidos e assumir-se como o candidato que quer ser presidente de todos os portugueses. Até dos que votam no Chega. Dizendo várias vezes que vinha para unir e reforçando que tem apoios em todos os quadrantes políticos, Seguro procurou descolar-se do Partido Socialista que André Ventura se esforçou tanto quanto pôde para lhe colar à pele. A coisa, aliás,........