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Não há cérebro B

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15.08.2019

Os cientistas têm o hábito de estarem permanentemente errados e, ao mesmo tempo, de em cada momento da história nunca terem estado tão certos. A ciência pode estar errada, mas é um profundo erro ignorá-la. O consenso científico é de que existem alterações climáticas devido ao efeito de estufa e de que o efeito de estufa tem aumentado por influência dos seres humanos, mesmo que eles não sejam totalmente responsáveis por esse aumento. Qualquer pessoa com o mínimo de respeito pela ciência só pode formar uma opinião sobre o clima começando por estas premissas, que até se podem comprovar erradas um dia, mas que são o melhor que temos.

Infelizmente, para muitos, o respeito pela ciência termina na climatologia. A partir daqui, assumem uma posição quase religiosa em relação ao ambiente, em que a única atitude perante o problema é o sacrifício pessoal e colectivo. Em muitos casos guiados por preconceitos de origem marxista, o “decrescimento” ou o “fim da sociedade capitalista” é apontado como solução para os problemas do planeta. Esta é, pelos motivos que veremos a seguir, uma perspectiva muito perigosa e, ironicamente, anti-científica. Aceitando a ciência para estabelecer a situação de partida, talvez fosse importante não rejeitar outras áreas do conhecimento ao decidir a melhor estratégia para o combater.

E que áreas do conhecimento não podemos esquecer? Não podemos esquecer a economia. O que a economia nos diz é que a estratégia de travar o crescimento económico para salvar o ambiente tem uma falha óbvia: as pessoas só se preocupam com causas comunitárias de longo prazo quando as suas necessidades individuais de curto prazo estão resolvidas. No mais recente........

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