A vida analógica dos algoritmos
Agora que se fala tanto em IA e em alterações profundas nos modelos de linguagem geral e especializada, talvez seja útil revisitar as pré-existências da nossa anterior microfísica quotidiana para perceber melhor o papel dos algoritmos nos dias de hoje. Refiro-me aos protocolos, processos e procedimentos (PPP) da nossa vida pré-algorítmica, se quisermos, a vida dos algoritmos analógicos do nosso quotidiano. Em termos simples o algoritmo é um conjunto de instruções e procedimentos que foram concebidos para resolver um problema ou uma tarefa. Nas ciências da computação os algoritmos convertem ações abstratas em ações concretas que as máquinas executam, sendo a base para toda a programação e automação.
Pensemos, por um momento, nas inúmeras tarefas do nosso dia a dia e façamos uma incursão breve por algumas rotinas e tarefas que, no essencial, são um conjunto de instruções finitas e bem definidas tendo em vista resolver um problema ou realizar uma tarefa. Para o efeito, trago aqui apenas alguns exemplos, entre muitos outros, porque, afinal, a nossa vida analógica estava cheia de protocolos, processos e procedimentos (PPP), os mais variados, operados pelos algoritmos da máquina biológica e da inteligência humana. Senão, vejamos:
Da oralidade aos caracteres hieroglíficos, dos sinais visuais aos caracteres alfabéticos e daí em diante às diferentes formas de escrita e respetivas gramáticas, da imprensa até à radio e televisão e daqui até à internet e à sociedade tecno-digital, em todos os casos, fomos aperfeiçoando os PPP e ocupando a nossa memória até que os livros e outros dispositivos de registo tomaram disso boa nota. No final, tratou-se sempre de aumentar a velocidade de processamento da informação recolhida e, simultaneamente, de aperfeiçoar os nossos modelos de linguagem, geral e especializada. Sem tal profundidade a nossa liberdade criativa, a arte da literatura e da comunicação, não teria sido possível.
O mesmo raciocínio pode ser aplicado à........
