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Portugal atrai capital recorde, mas deve responder com segurança jurídica

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20.04.2026

Os artigos da equipa do PÚBLICO Brasil são escritos na variante da língua portuguesa usada no Brasil.Acesso gratuito: descarregue a aplicação PÚBLICO Brasil em Android ou iOS.

O mundo está reposicionando o seu dinheiro, isto é fato inequívoco. Desde 2025, os grandes investidores internacionais retiram capital dos Estados Unidos a um ritmo sem precedentes recentes, num movimento que os mercados designaram de "Sell America" trade, o que em tradução literal significa “vender tudo o que é americano”.

As tarifas impostas pela administração de Donald Trump, a imprevisibilidade das políticas comerciais, a queda sustentada do dólar e as mais recentes declarações e ações do governo norte-americano, que afetam diretamente a geopolítica global, seja por ameaças, seja por ações bélicas propriamente dita, criaram uma janela histórica para os países europeus captarem esse fluxo de capital.

Portugal, sem dúvida nenhuma, entra no radar como destino atrativo de eleição de investidores. Já em 2025, a revista The Economist distinguiu Portugal como a “Economia do Ano”, classificando o país como a melhor economia entre as principais economias avançadas. Este reconhecimento deveu-se ao equilíbrio notável entre crescimento econômico sólido, inflação controlada, baixo desemprego e um desempenho forte dos mercados financeiros.

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Após anos de desafios econômicos, o país destacou-se pela sua estabilidade e capacidade de adaptação, tornando-se um exemplo dentro da Europa e reforçando a sua atratividade para investimento estrangeiro e desenvolvimento sustentável. E os números confirmam.

O investimento direto estrangeiro em Portugal — dinheiro que empresas e fundos de fora colocam em negócios no país, criando emprego e riqueza real — atingiu 12,2 bilhões (mil milhões) de euros em 2024, um crescimento de 15,4% face ao ano anterior, segundo o Banco de Portugal. A AICEP, a agência pública responsável por atrair investimento estrangeiro, formalizou 418 milhões de euros em contratos de investimento industrial, contra apenas 12 milhões em 2022.

Portugal ocupa hoje o 2.º lugar da Europa Ocidental no Índice Greenfield da fDi Intelligence, que mede a capacidade de atrair projetos de raiz — fábricas, centros de dados, infraestruturas construídas de início — e o 16.º a nível mundial.

Do lado americano, o movimento inverso é igualmente expressivo: o investimento direto estrangeiro nos EUA caiu 33,7%, passando de 88,5 bilhões de dólares para 58,7 bilhões de dólares. Entre janeiro e julho........

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