Pedro Passos Coelho e o seu labirinto |
Pedro Passos Coelho nunca perdoou ter ganhado umas eleições que veio a perder mal o seu programa de Governo foi rejeitado. Aquele que foi o mais breve Governo deste século não ocupará espaço na memória, a não ser pelo que se seguiu: a maioria de esquerda celebrizada como “geringonça”.
Pedro Passos Coelho não só não perdoou ter sido substituído da forma como o foi, como não perdoou ter sido substituído por quem foi. António Costa completou uma legislatura de quatro anos, e um governo socialista com partidos mais à esquerda não mergulhou o país na crise financeira em que mergulhara com José Sócrates. Demitido por incúria própria e do Ministério Público, António Costa foi tão bem-comportado com Bruxelas que o Conselho Europeu o recompensou com a presidência.
Ao contrário do que ansiava, a profecia de Passos Coelho não se concretizou, e o diabo ficou em casa. Passos também. Abnegado e sacrificado, para quem vê nele o salvador da pátria, em tempos de bancarrota, Passos forjou para si próprio a auréola de messias. O homem que privatizou EDP, REN, ANA ou CTT, e que cortou vencimentos e pensões na função pública, não ganhou esse estatuto pelas........