A morte do ayatollah não faz a paz e a democracia
Israel e EUA atacaram o Irão no intervalo de negociações (que o mediador classificara como positivas), sem provas de que o país constituía um ameaça nuclear (que os bombardeamentos de Junho teriam eliminado de vez) e sem enquadramento legal (um grande contributo para destruir o direito internacional). Badr al Busaid, ministro das Relações Exteriores de Omã, mediador das negociações entre Washington e Teerão, observou que o ataque “não beneficia os interesses dos EUA nem a causa da paz mundial” e instou os norte-americanos a “não se deixarem arrastar mais: esta não é a sua guerra”. Esta é a guerra de Israel.
Israel não tem interesse em negociar a paz com iranianos ou palestinianos e sabota qualquer hipótese de isso acontecer. O que move Benjamin Netanyahu é a destruição do Irão e aliados. O primeiro-ministro israelita e o seu Governo messiânico convivem bem com a permanência da guerra.
Este ataque é da conveniência do primeiro-ministro israelita, na sua sistemática fuga para a frente, escapando ao escrutínio sobre as responsabilidades do 7 de Outubro de 2023: elimina a hierarquia do regime iraniano, prossegue a expansão dos........
