GLP-1 e obesidade: quando o fármaco sozinho não chega |
Durante décadas contou-se uma história simplista e errada: se as pessoas não emagreciam, era porque lhes faltava força de vontade. Hoje corremos o risco de a substituir por outra, igualmente redutora. Se existe uma “caneta emagrecedora”, então existe uma solução rápida. Mas as boas histórias, aquelas que resistem ao tempo, raramente são assim tão fáceis.
Os fármacos agonistas do GLP-1 representam, sem dúvida, um avanço terapêutico relevante. Seria um erro menorizar o seu impacto. Resultam do conhecimento da fisiologia humana e dos mecanismos que regulam o apetite, a glicemia e o metabolismo. Os benefícios são reais, clinicamente relevantes e incluem a perda de peso. Esse é, aliás, o efeito mais visível, o que aparece na balança, nas fotografias do antes e depois e nos títulos fáceis.
É precisamente aqui que importa clarificar o problema que estamos a tentar tratar. A obesidade nunca foi apenas uma........