O Plano B de Trump era o Golfo
Há uma pergunta que os analistas da política comercial americana evitam formular com clareza porque a resposta é desconfortável: se os tarifários de Trump não fecharam o défice comercial dos EUA — e não fecharam, permanece perto de um trilião de dólares —, qual era o plano B?
A resposta era o Golfo.
Quando Trump visitou Riade, Abu Dhabi e Doha em Maio de 2025, o que estava a ser construído não era apenas um espectáculo diplomático. Era a única alavanca real que a administração possuía para demonstrar melhoria mensurável na balança comercial americana durante este mandato. Os países do GCC comprometeram vários triliões de dólares em investimentos e compras nos Estados Unidos. Não em produtos genéricos — em inteligência artificial, defesa, aviação, infraestrutura tecnológica. Exactamente as categorias onde a América ainda tem vantagem competitiva real.
A lógica era coerente. A Arábia Saudita assinou um contrato de defesa de 142 mil milhões de dólares. A Humain, subsidiária do PIF saudita, fechou parcerias com a Nvidia e a AMD para construir infraestrutura de IA. O Qatar comprometeu-se a mais que duplicar os seus investimentos anuais nos EUA ao longo da próxima década. Estes não eram números de relações públicas. Eram encomendas reais a........
