O Dubai que regressa a si próprio

Há sinais que nenhum relatório macroeconómico captura mas que dizem mais sobre o estado de um lugar do que qualquer índice de confiança. Esta semana, voltei a ouvir buzinas.

Depois de quase dois meses em que as estradas do Dubai pareciam um domingo de madrugada – trânsito fluido, poucas filas, uma cidade contida – o caos civilizado de sempre regressou. Os cruzamentos no centro voltaram a encravar às oito da manhã. As autoestradas principais recuperaram a sua vocação para o impasse ritual das horas de ponta, com aquela densidade de tráfego que faz lembrar a Segunda Circular em dia de jogo do Benfica, mas a cem à hora e com seis faixas. Os táxis voltaram a cortar a faixa. O metro vai cheio. Nas paragens de autocarro, há de novo gente a esperar.

É estranho descrever o........

© Observador