Kristin, Leonardo e Seguro: sucessão de depressões

O Tiago Dores errou (e promete não voltar a referir-se a si próprio na terceira pessoa). Ao longo das últimas semanas, poderei ter deixado aqui, pelos pixels do Observador — ainda que de forma muito subtil — a ideia de que considero António José Seguro um indivíduo desprovido de fulgurante dinamismo. Alguns leitores podem até ter partilhado a impressão de que desconfio que Seguro é o elo perdido entre o coala e a lesma — que rebuscado, caros leitores.

Eis senão quando me deparo com a notícia de que Seguro tem, ou teve, ou fundou, ou gere, ou geriu (ou tudo isto e mais uns “OUs” que agora me escapam) um vasto rol de empresas. Parece que, afinal, estamos na presença de um Seguro que flirta com o arriscado. Temos empreendedor do qual Elon Musk podia muito bem ter dito: “António José Quê? Nunca ouvi falar.”

E nós também nunca tínhamos ouvido falar deste Steve Jobs das Caldas, porque a informação só veio a público agora, a escassos dias da eleição do Presidente da República. A esta segunda volta não passou, por exemplo, Marques Mendes (não........

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