O Chega não tem nojo de mim |
O Expresso e o Público denunciam um novo “movimento de mulheres conservadoras [que] aproxima [o] Chega da agenda evangélica brasileira”. É suposto a pessoa quando sabe disto tudo ficar assustada: com as mulheres conservadoras, com o Chega e com a agenda evangélica brasileira. É uma maratona de medo. Nem sei bem por onde começar. Na prática, ainda me falta ser mulher (como cantava o Fachada), votar Chega e ser brasileiro. Mas não resisto.
O Expresso, que desenvolve a história em papel, sabe quem é: “é o jornal mais lido no país, liderando a informação de atualidade e análise em áreas como política, economia, sociedade e cultura, dando igualmente muita atenção à opinião plural de diversos comentadores”. É pena esta história da pluralidade não ser desenvolvida pelo Expresso. Vejamos: antes da pandemia os evangélicos já eram 5% da população da área metropolitana de Lisboa (estes dados são da Fundação Francisco Manuel dos Santos e são públicos). O número cresceu desde então sobretudo graças à imigração brasileira e não me espantava que andasse actualmente perto dos 10%. Mas não existe no Expresso uma vozinha que seja que reflicta essa gente toda. O Expresso enche-se de toda a “opinião........