Kierkegaard para bateristas
Escrevia na semana passada que “Temor e Tremor” do Soren Kierkegaard é a seguir à Bíblia o meu livro preferido. Uma afirmação destas não se livra de alguma medida de ridículo, até porque só li este livro duas vezes do início ao fim. Mas até o reconhecimento do ridículo é algo que considero fundamental na vida de uma pessoa, também graças à influência do “Temor e Tremor”. Como regra geral, não respeito gente que sabe esconder o ridículo. Ensinou-me a Bíblia e o Kierkegaard.
Tento evangelizar todas as pessoas neste evangelho duplo da Bíblia e do Kierkegaard. Tanto assim é que durante o mês de Junho a aula de Escola Bíblica Dominical que ensino na Lapa é acerca do “Temor e Tremor”. Tenho a noção da dificuldade. Relembro uma história que creio que já aqui contei: há uns anos convenci o baterista das minhas bandas, o Joel Silva, a ler o Kierkegaard. Começou pelo “Desespero Humano” e, frustrado, devolveu-me o livro uns meses depois sem ter percebido nada.
Nasceu-me naquele dia uma vocação futura: um dia o meu magnum opus será o livro que escreverei para o meu........
