A culpa de ler pouco |
Para me sentir mais merecedor do novo ano que me foi dado, fiz uma espécie de batota com as minhas leituras de Janeiro. De há uns tempos para cá comecei a tomar nota dos livros que leio. A meio do mês tinha lido dois mas dificilmente ia acabar o terceiro porque me meti no volumoso “Never Say Die” da Susan Jacoby. Decidi então suspender esse e meter a mão em volumes mais estreitos que me permitissem chegar à média de um livro por semana. Assim fiz: terminei um que estava a meio desde 2019 e comprei dois fininhos que numa semana despachei—“O Anticristo” do Nietzsche (caramba, como é que nunca o tinha lido antes?) e o “Infocracia” do Byung-Chul Han (sempre estimulante).
Acabo o mês de Janeiro com cinco livros lidos para me convencer a mim e convencer os estimados leitores de que, feito leitor disciplinado, justifico melhor a existência que me foi dada. De onde virá esta convicção algo absurda de que lendo nos redimimos? Não sei mas reconheço que, mesmo assumindo publicamente........