Porto, Ermesinde, Fátima, Balazar e o Sagrado Coração
No coração da espiritualidade católica existe uma devoção profundamente humana e profundamente divina: o culto ao Sagrado Coração de Jesus. Mais do que uma imagem piedosa ou uma tradição do mês de junho, esta devoção revela o próprio centro do Evangelho: Deus ama a humanidade com um amor concreto, misericordioso, reparador e apaixonado. A Solenidade do Sagrado Coração de Jesus celebra-se sempre na sexta-feira da semana seguinte à Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo (Corpo de Deus), ou seja, 70 dias após a Páscoa.
Ao longo dos séculos, a Igreja foi aprofundando esta espiritualidade através de santos, místicos e acontecimentos que ajudaram a compreender que o Coração de Cristo continua a pulsar pela humanidade ferida. Em Portugal, essa mensagem ganhou uma força especial através de três grandes referências espirituais: a Beata Maria do Divino Coração (Maria Droste zu Vischering), as aparições de Fátima e a Beata Alexandrina de Balazar.
O culto ao Sagrado Coração nasce da contemplação do lado aberto de Cristo na Cruz. O Evangelho de São João descreve o momento em que do lado de Jesus “brotou sangue e água”, sinal dos sacramentos, da Igreja e do amor total de Deus. A partir daí, muitos santos desenvolveram esta espiritualidade, mas foi com Santa Margarida Maria Alacoque, no século XVII, que o mundo recebeu os conhecidos apelos do Coração de Jesus:........
