Ser Competitivo na Era da IA: Manual de Sobrevivência |
Enquanto algumas universidades debatem se devem ou não permitir ChatGPT nos trabalhos académicos, há estudantes pelo mundo fora que já passaram à fase seguinte: estão a usar IA para aprender mais rápido, produzir melhor e criar mais do que alguma vez foi possível. Não estão a fazer batota. Estão a competir. E estão a ganhar.
Os números não mentem: segundo um estudo recente do HEPI (Higher Education Policy Institute) no Reino Unido, 92% dos estudantes universitários já usam IA generativa, um salto brutal face aos 66% do ano passado. E 88% usam-na em situações de avaliação. Isto não é o futuro da educação. É o presente.
A questão não é se os estudantes devem usar IA. É, sim, como é que a vão usar melhor do que todos os outros?
A descoberta incómoda: IA não nivela, amplifica!
Em 2023, fui uma das primeiras docentes na minha universidade a integrar explicitamente o ChatGPT numa avaliação (fiquem descansados, eu pedi autorização primeiro). Queria perceber o que aconteceria quando os estudantes tivessem luz verde total para usar IA. Os resultados foram surpreendentes e reveladores.
Os bons estudantes ficaram marginalmente melhores. Usaram a IA como um assistente de pesquisa sofisticado: exploraram mais ideias, testaram hipóteses mais rapidamente, refinaram o seu trabalho. Trataram a ferramenta como um parceiro de brainstorming, não como um substituto.
Os estudantes com mais dificuldades, no entanto, não conseguiram capitalizar a ferramenta da mesma forma e, em média, pioraram os seus resultados.
Ali percebi que a IA não é um nivelador, é um amplificador. Se chegam à ferramenta com curiosidade e pensamento crítico, ela torna-vos sobre-humanos. Se chegam sem uma base sólida de conhecimento, os resultados podem ser um desapontamento – para o........