2026: do outro lado do medo
Quando observamos três dos pilares fundamentais do Islão — a esmola (zakat), a oração (salat) e o jejum (sawm) — é difícil não reconhecer neles um espelho profundamente familiar à fé cristã. A caridade como dever moral, a oração como aspiração quotidiana da alma e o jejum como exercício de liberdade interior e conversão do coração, são práticas centrais também no cristianismo. Não como rituais automatizados, mas como processo de transformação pessoal e social.
Para os muçulmanos, Jesus (Isa) é um profeta maior, que não morreu, mas ascendeu ao céu e que, no fim dos tempos, regressará para vencer o mal e restaurar a justiça. Esta esperança escatológica também é partilhada. A convicção de que a história não termina no caos, mas na justiça e na misericórdia, aproxima cristãos e muçulmanos de forma profunda e, muitas vezes, subestimada.
Curiosamente, esta visão está mais distante da tradição judaica, que não reconhece Jesus, para além da figura histórica do judaísmo, nem partilha esta visão do seu regresso no fim dos tempos. Dizer isto........
