Se Trump invadir a Gronelândia, a Europa tem de reagir |
Há momentos em que a política internacional deixa de admitir ambiguidades. Uma eventual invasão da Gronelândia pelos Estados Unidos, sob decisão de Donald Trump, seria um desses momentos. Não apenas pela gravidade do acto, mas porque tornaria impossível continuar a fingir que a relação transatlântica assenta em valores partilhados e regras comuns: Uma invasão militar, armada e mesmo sem um único tiro disparado por parte das forças europeias que já se encontram na ilha será algo absolutamente inédito e sem precedentes entre aliados.
Embora não acredite em trocas de tiros entre soldados dinamarqueses, franceses, suecos ou alemães e norte-americanos (embora possa sempre acontecer algum acidente ou incidente provocado por nervosismo ou algum excesso) o próprio facto de ver forças especiais a desembarcarem – sem autorização – num território europeu e a simples ameaça de uso da força contra ela já configura uma crise de segurança coletiva. E essa crise não é teórica: os Estados Unidos já impuseram tarifas de 10% a países europeus que enviaram forças para a Gronelândia no quadro da........