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Nunca mais aprendemos – Parte 2

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10.05.2020

O Observador publicou um artigo em resposta a um outro que eu tinha escrito sobre o papel da União Europeia e que se intitulava “Nunca mais aprendemos”. Esse artigo é a resposta da comissária política Elisa Ferreira feito por interposta pessoa, IAC (Isabel, Assessora de Comunicação).

Uma resposta por interposta pessoa não é uma atitude muito curial. Apesar disso, vou fazer alguns comentários e prometo aos leitores que serão mais curtos, e espero, mais interessantes, do que os da comissária (por interposta IAC).

1 Ao longo do seu artigo Elisa Ferreira (por IAC) refere que “a Comissão não defende os seus interesses próprios, mas os interesses gerais da União …”.

Esta frase faz-me lembrar o “interesse geral” defendido por Rousseau, que na sua visão contratualista dizia que cada indivíduo alienava apenas a parte da sua liberdade no que se refere à comunidade, mas que era a comunidade que deveria decidir qual é a parte da liberdade de que ele deveria prescindir. Em termos práticos, admitia Rousseau, todos os direitos do individuo pertencem à comunidade.

Este é também o real significado da defesa dos interesses gerais por parte da Comissão Europeia (CE). Uma vez na posse do poder, é ela que dispõe de todos os direitos instalando uma prática federalista. Isto é extremamente grave porque a CE não tem qualquer legitimidade democrática.

E o perigo deste poder é a cristalização do centralismo “democrático”, ilustrado pela tentativa de aprovar uma constituição europeia à socapa, pelas campanhas políticas dos comissários (o sr. Moscovici era pródigo), pela tentativa........

© Observador


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