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“Como é que o futuro vai evoluir? Não sabemos”

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24.07.2020

Nos últimos dias tenho tido muito que fazer junto ao mar, pelo que só na última semana é que consegui “esfregar os olhos” na “Visão Estratégica para o Plano de Recuperação Económica e Social de Portugal 2020-2030”, apresentado por António Costa Silva.

Havia uma coisa que me preocupava já há algum tempo. Onde é que está a “visão” estratégica sobre Portugal? Tantas e tão variadas luminárias a brilhar permanentemente na comunicação social, tal como os pirilampos luzem na escuridão das matas, e não há uma estratégia para um país que é Estado-membro da UE? E não se encomenda alguma coisa a Bruxelas, essa referência tão famosa pela “luz” que irradia?

Afinal não, estava equivocado. Eis que surge um novo D. Sebastião e com ele o futuro de Portugal ficou assegurado por tão messiânica “visão”.

Confesso que a extensão do título e as 121 páginas me assustaram um pouco e demorei mais meia semana até me habituar à ideia de que tinha de ler a “visão”. O calor do Verão também não ajuda, pois desperta mais vontades de lazer do que desejos de “saber”.

E, depois, o título é enganador. Indica que se trata de uma “visão estratégica para o plano …” e não do plano propriamente dito. Em Portugal, documentos extensos são habitualmente aqueles que têm pouco para dizer e, por isso, precisam de “palha para encher”. Mas, finalmente, concedi-lhe o benefício da dúvida e entreguei-me devotamente à sua leitura, confirmando que o plano afinal estava lá.

A apreciação geral é difícil de fazer, ao contrário das expectativas que foram........

© Observador


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